terça-feira, 30 de novembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Para meu, o seu, o nosso bem.

E aqui estou eu, mais uma vez, entregue ao desespero. 
Por que nós brigamos? Por que você sempre me diz coisas duras? Não é que eu seja uma pessoa sensível ao extremo, pelo contrário. Mas é complicado morar, conviver com alguém que não saber ter uma palavra doce, um elogio ou algo do tipo. É claro que eu faço minhas merdas, mas porra, todo mundo faz! E o mundo inteiro é feito de merdas e de merdas e de merdas. Quando eu acerto você reconhece? 
Você, por um acaso, já pensou em como foi difícil vir para cá? Cara, eu mudei minha vida inteira!! Eu troquei pessoas, hábitos, costumes, abraços e, comodidades, sim, por nada. Quer dizer, nada de começo, porque agora eu vejo o quanto ganhei. Foi uma escolha minha e sou muito orgulhosa dela, a faria por mais mil vezes. 
Eu entrei na sua casa e enfie minhas coisas em algum canto. Aprendi a conviver com pessoas que nunca fizeram parte da minha vida diretamente. Aprendi suas regras, as respeitei e nunca, com toda certeza, te faltei o respeito. Nem com você, nem com qualquer um que mora aqui. É difícil ter que entrar em um ritmo que é o oposto do seu, ainda mais quando se está sozinha, sem os pais e os amigos de sempre. Foi tudo uma ebolição na minha vida. Cursinho, pessoas novas, pessoas desagradáveis, conviver com pouco dinheiro, passar um ano e meio sem pegar balada, sem ter namorado e etc. Eu sempre tive muitos mais problemas para lidar além desses de dentro de casa. Mas sempre estive lutando por aqui. Aprendi a comer coisas que vocês gostam, entrei no regime de vocês, aprendi a ouvir calada, aprendi a ter um convívio familiar religioso, aprendi a chegar cedo de qualquer festa, aprendi a sigar tudo de vocês. Passado um ano enfiei minhas coisas em um canto um pouco maior da sua casa. Mas tudo com os seus móveis, sua luz, sua decoração. Nada aqui é meu, nada tem o meu jeito. E onde é o meu lugar preferido? Pois é, justamente esse quarto pequeno que sempre me abriga em noites mal dormidas. 
Eu nunca mais soube como é chegar em casa e jogar a bolsa no sofá, a poder lavar a louça um pouquinho depois, a tomar um banho mais demorado, a ver meu programa favorito sempre que quisesse. Não sei. Mas e aí, foi tudo escolha minha! Eu estou aqui, ainda, vendo onde isso vai dar. 
Claro, eu descobri coisas maravilhosas morando na sua casa. Responsabilidade, altruísmo, pizzas todo sábado a noite, passeios divertidos e muito mais. Você e toda a sua família são pessoas maravilhosas. Devo muito, muito, muito MESMO dessa minha força à vocês. Aquelas conversas longas, aqueles conselhos não poderiam ter sido dados por pessoas melhores que vocês. 
Você só poderia ser um pouco mais sutil e mais leve. As coisas não vão mudar da noite para o dia. Eu não tenho que me adaptar só à vocês, pelo contrário, tenho uma vida toda para ter atenção. Você não sabe da minha faculdade, sabe? Que eu estou sozinha, que não tenho companheiros...sabe? Você sabe da pressão que estou sofrendo para arranjar um emprego ou estágio? (mesmo que seja uma pressão somente minha). Você sabe dos caras que me aparecem e criam confusões na minha cabeça? Não, não sabe... Você sabe dos meus amores mal resolvidos? Não, não sabe... Você sabe da minha amizade que está em crise? Não também. E, você sabe dos problemas que EU tenho comigo mesma?? Não, afinal, isso tudo deve soar como supérfluo para você. Não é. Eu preciso cuidar da minha faculdade, do meu coração, dos meus amigos, da minha vida social... É UMA MERDA! E eu sofro, ah deus, como eu sofro! Escuto coisas difíceis vindas de amigos, de quase amigos, de ex, do cara que gosto e assim por diante. E quando entro em casa o que eu escuto? É. 
Eu to tentando sempre manter o foco e o controle. Seguro a barra legal, ah, como eu seguro.
Veja, eu me esforço e entro na maior pressão do mundo só de pensar em alguma bronca sua. É isso, eu vivo contando cada passo meu para não levar algum esporro. Entenda que eu tive outra criação, meus pais são diferentes de você e da sua esposa. É óbvio que ao chegar aqui as contradições seriam enormes. Por favor, eu aceito todos os seus conselhos, mas não tente intervir grosseiramente nas minhas escolhas e atitudes. Afinal, eu estou aqui para isso: errar, errar e depois acertar! Eu tenho muito mais atitude do que você pode imaginar, sabia? Eu quero trabalhar, quero crescer e todas as coisas que vive me dizendo. Eu quero.

Mas eu te amo tanto. Ainda assim, com essas brigas e diferenças, ah, eu amo você, sua família, sua casa, sua rotina. Fazer o que, acabei pegando tudo pra mim também. E essa proteção que vocês me dão, eu sei, não irei encontrar tão fácil. Eu só queria mais compreensão ou mais aceitação da minha parte, não sei. Talvez os dois estejam errados. 
Poxa, pega leve. 
Preciso me sentir confiante aqui dentro para depois resolver todos os problemas de fora. Só isso.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um pouco de sentimento no cotidiano.


Abre os olhos. Sente dor nas costas, dormiu de maneira errada. Olha para o teto e sente sono. Olha para a janela, como será que está o tempo? De certo feio, pois ouviu umas trovoadas durante a noite. Sente falta de ar. É a alergia e o tempo seco, ô chatice. O ouvido dói. É, a alergia realmente chegou com tudo. Levanta-se e vai ao banheiro. Sente preguiça e vontade de olhar para o espelho durante muito tempo. Anda lentamente para a cozinha. Olha a janela e o tempo feio se confirma. Coloca água para esquentar. Tira os frios da geladeira. Senta-se e pensa na vida. A água ferve. Joga a água quente no coador. Sente o cheiro de café fresquinho. Olha a fumaça. Quase consegue sentir o gosto do café quentinho. Delícia de café. Isso sim é que é manhã. Isso sim é que é felicidade matinal. Toma café. Come pão. Se esquenta. Termina. Coloca tudo de volta em seu devido lugar. Pronto. Agora sim. Bom dia! Arruma o quarto. Toma remédio antes que a dor piore. O dia começa. Amanhã tem prova. Liga o computador. Assim mesmo, de pijama. Na página inicial vê uma notícia de tempestade. Ô Deus, então cuide daquelas pessoas, sim? Acha a matéria da prova. É muita. Desânimo. Chico lhe chama e então abre o reprodutor de músicas. João e Maria. É, "e pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz, e você era a princesa que eu fiz coroar". Rele alguns e-mails. Que saudade. Vai até a página de horóscopo "relacionamentos em boa fase". E essa ironia hem? Olha aquela foto. Mais uma vez, como se fosse a primeira, acha lindo aquele sorriso. Queria para si. Que vida viu. Vai até a sala e pega o telefone. Alô? Mãe? Viu, eu não to feliz, bem queria estar mas o que você me sugere?  Sim, é, eu to tentando. Ah, não, o problema não é ele, já o libertei. Claro que eu amo meu curso, não é isso o problema, mãe. Não to chorando. Não. Eu só queria um lugar meu, se é que você me entende. Tô precisando de um emprego, mãezinha. Sei, sou determinada, não vou desistir. Você tá comigo, além de mim mesma? Tô com saudade. Quando eu chegar vamos sair para tomar água de côco? E a Maria Luiza? Tá indo bem na escola né? Dê-lhe um beijo meu. Papai me ligou, sim. Viu, vou desligar, só liguei para dizer que ainda procuro acertar as coisas. Não chora, mãezinha, eu vou me virar. Tchau. Te amo viu? Obrigada por me amar de volta. Volta para as provas. Estuda um pouco. Olha para a rua e procura o sorriso dele em outros rapazes. Ah, droga. Que isso, ele não é meu. Olha umas fotos. Aquele dia foi feliz. Aquela amiga, ah, que amiga. Sente uma necessidade enorme dela. Será que ela sabe da importância que tem pra mim? Desculpa, é que eu sou tão você que me preocupo, só isso. Você, está comigo pro resto da vida. Volta para a Publicidade. Viu, vou aprender a vender. Vou convencer os meus clientes. Mas, viu, tem jeito pra me convencer com a vida? Me ensina a ser meu próprio cliente. Quero me convencer sempre, a cada dia, que o que eu tenho vale ouro. Se você é um ótimo publicitário tem que vestir a camisa do cliente. Olha só, vou vestir a minha, vou acreditar que tudo o que eu tenho, é tudo o que preciso para o meu sucesso. É que a gente começa com pouquinho né? Ninguém nasce um publicitário nato, nem eu nasci experiente na vida. Oi, ainda to aqui embaixo, mas logo chego aí em cima tá? Tá bom, eu não vou desistir. E quando eu chegar aí vou ser tão agredecido. Ixe, já é quase hora do almoço. Chega de cotidiano de sentimentos.

domingo, 19 de setembro de 2010

A mesma coisa.

Hoje foi um dia que eu sentia falta.Não sei, sentia falta e não sabia. Ter visto as meninas, conversado, me fez perceber que já passei por coisas muito boas ao lado delas e que me fazem falta. Então o tempo passa, as coisas mudam e se a gente deixar passar, passou. Não quero assim, não gosto assim. 
Sinceramente, o que eu estou fazendo com a minha vida? Com minhas vontades? Se essas palavras soarem desesperadoras, bom, tudo bem. Acho que preciso mudar muita coisa, preciso reciclar meus planos. 
Ah que conversa clichê, to ligada. Mas o que eu posso fazer, jesus crazy?

sábado, 4 de setembro de 2010

Delícia de amizade


Umas bonecas viu. 
Saudade enorme viu.
Lembranças incontáveis viu.
Meu porto seguro, o de sempre, viu.

sábado, 28 de agosto de 2010

Tudo menos a inércia.

É esse meu coração que dói. Dói, dói como se estivessem colocando a mão e apertando-o, machucando-o e coisas do gênero. Não pensei que um dia pudesse chegar nessa situação, que me sentisse como se estivesse "no fundo do poço". 
A verdade é que vivo uma situação normal e, Deus, já passei por tantas piores, por que é que agora não vou conseguir passar por mais essa? Por que nunca me avisaram que brincar de amar dói? Odeio me sentir assim, como se o mundo estivesse acabando e eu me posicionando como a primeira habitante a entrar no fim. Não consigo explicar, mas a força que tenho aqui dentro é enorme, a luta pela felicidade é indescritível. Sou contraditória. Tenho meus momentos pessimistas, talvez realistas, mas ainda assim estou aqui lutando porque sei que sempre há algo melhor no meu caminho. E há, claro que há. Quantas vezes perdi a noção e logo depois encontrei uma verdade boa para ser vivida?..várias! 
Minha única certeza é que nessa parte escura do caminho é que eu, e somente eu, consigo achar o atalho correto. Não quero ouvir ninguém me dizer obviedades, muitos menos conselhos regados de compreensão. Não preciso de compreensão, não preciso de "eu entendo", "sei como é", "mas vai passar". Isso machuca mais e me deixa louca. Compreensível eu já sou, tanto que ainda consigo me manter calma e esperar tudo isso passar.
Isso pode parecer uma atitude sem humildade e cheia de egoísmo, mas não é. Apenas sou eu precisando cuidar de mim mesma. Só não vou deixar de confessar que tenho medo de não conseguir, de ficar parada, de ser inerte à toda essa beleza da vida. Por favor, Deus, não deixa eu ser indiferente...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ele se perdeu.

Eu gostei de um cara que até hoje não sei se esqueci completamente. É irritante a maneira como ele se foi e ainda assim continua em mim. Não vou dizer mil amores sobre ele, porque meu relacionamento com ele foi um dos mais conturbados e dramático. Daí hoje em dia eu quero fugir dele, da presença dele. Sabe, peguei um pouco de nojo e a consideração por alguns valores dele não existe mais. Hoje vendo como está a sua vida não sei se me faria bem, ele tem umas convicções muito diferente das minhas. É como se ele se vendesse por um mundo que ele não pertence. Horrível.

Bibibi...

Acordei atrasada e perdi a aula. Eu não queria ter ficado em casa, mas isso é bom, preciso aprender a dormir mais cedo. É, com toda certeza levarei algum tipo de bronca, me sentirei extramamente mal e tudo mais. Ah, ok, prometi pra mim mesma não ficar me abalando tão fácil. Precisamos ir em frente, sem parar. 
Também estou pensando na minha carreira. Agora já tenho 20 anos, uau. Não, não muda muito nos planos profissionais, apenas continuo querendo um emprego =) 
Só digo uma coisa: não vou querer ter filhos depois dos 30.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Você;

Ai Deus, como dói lembrar e desejar...

Vá as compras, meu bem.

” Quando você me disse que iria embora, bom, eu fingi na hora acreditar. Pegou suas coisas, me deu um beijo rápido e disse “tchau”, assim, como se estivesse indo fazer compras. Eu sentei na sofá, liguei a televisão e então começou a tocar aquele seu DVD preferido. Não, você ia voltar. Fui até a cozinha, que só para mim era enorme, e comecei a fazer uma janta para nós dois. Fiz co,m todo cuidado possível e confesso que naquele dia a comida havia ficado deliciosa, você iria se orgulhar.
Um amigo seu ligou e eu disse “Não, mas logo ele volta e eu dou o recado”.  Acabou a novela e não havia ninguém querendo disputar o controle comigo, não havia ninguém para ir buscar chocolate na cozinha. Quase acordei. Mas resolvi assistir um filme e logo no começo peguei no sono. Dormi. Acordei no meio da madrugada e senti frio. Ué, mas onde estava meu amor? Por pouco não acordei de verdade, mas resolvi voltar ao sono e esperar você. Enfim, amanheceu e acordei sozinha, você não havia voltado. Um frio além do normal, um rosto com lágrimas e uma verdade: você não voltou, você não iria voltar. Então acordei de verdade, abri os olhos do meu coração e percebi que a realidade nunca havia me dado você. Percebi que na maior parte do tempo eu fiz tudo por mim, pela minha felicidade e que você quase nunca havia feito por nós.
Mas e agora? O que seria dessa realidade sem você? Foi você quem me ensinou a sonhar, quem me ensinou a querer mais e a seguir em frente. Por que você não volta e deixa a ilusão pra lá? Eu me engano por nós, eu aprendo, eu te ensino, eu sou burra, eu sou louca por você. Tudo bem, essa mania era minha e aprender a conviver com ela seria problema meu.
De uma maneira muito involuntária eu ainda espero você voltar das compras. Espero abrir a porta, ver um sorriso bonito e várias sacolas. Dentro das sacolas estariam o que faltava para você ser meu de verdade. Por isso eu deixei e deixo você ir embora, quero que você busque algo para ser feliz e se voltar é porque precisa, realmente, dividir sua felicidade comigo. “

domingo, 22 de agosto de 2010

O mundo que não é meu.

As coisas não estão muito boas para mim e, mesmo que eu só reclame aqui no blog, ainda assim consigo ter otimismo. Acontece que agora tá tão pesado e eu nem sei por onde começar e como agir. Hoje foi um domingo com cara de domingo mesmo. Acordei na hora do almoço, depois assisti uns filmes, dormi, tomei banho e só. Acho que só saí do meu quarto para comer e tomar banho e isso está me deixando louca. Me sinto presa, sem espaço, como se estivesse sendo vigiada, sei lá. Claro que muitas vezes a opção de ficar aqui dentro é minha, e a escolho com muita razão. Eu não quero confrontar ninguém, muito menos dar motivo para brigas. Essa não sou eu. Aliás, eu sou uma pessoa diferente da que fica aqui dentro desse quarto. 
Também estou precisando muito de outra mudança, a de um emprego na minha vida. Talvez seja porque meu tio tenha me infernizado muito com essa ideia, mas não é. Trabalhar engrandece as pessoas, faz a cabeça funcionar diferente, se é que me entendem. Claro, não nasci com a bunda virada pra lua e a conta cheia de dinheiro, ou seja, preciso de um salário. 

Ah, como eu queria não ter que vir aqui para reclamar. Como queria escrever apenas coisas doces, cheia de otimismo e etc. Estou me machucando, estou ficando diferente, essa situação toda me maltrata. Preciso tanto ser eu mesma...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Por todo o momento.


Foi por ali, na beirada da porta, que você me disse as piores e as melhores coisas. Foi naquele momento em que eu quis te amar para todo o sempre e ao mesmo tempo te esquecer. Durante aqueles minutos suas palavras soaram como doces histórias e a cada segundo eu engolia com os olhos seu sorriso. Minha alma parecia querer saltar em seu corpo. Meus olhos se enchiam de lágrimas, minha voz ficava presa e eu já não conseguia distinguir o quanto aquilo tudo poderia ser verdade ou mentira. 
Minha mente estava cheia de nós e era sempre aquela coisa "te amando e te odiando". Você não parava de falar e os meus olhos davam sinais de que não iriam segurar as lágrimas por muito tempo. O coração sentia que essa cena seria marcante, o coração sentia que nós dois parecíamos protagonistas de um filme. Eu quis te dizer palavras firmes e então não consegui.

- Talvez eu não consiga. Olha só, começo a chorar...
- Não, por favor... me diga! Não tem problema
 






quinta-feira, 22 de abril de 2010

....

Ai meu deus, será que é verdade? Que medo de ser apenas uma suposição, de ser coisa da minha cabeça. Insegurança a mil por aqui.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

It's truth...

Posso acordar que você continuará empenhado nesse meu sonho? Não quero perceber uma vírgula de ilusão e parece que dessa vez não há mesmo. Hoje eu não tinha noção de que acordaria e planejaria vê-lo e quando me dei por conta já tenho certeza de que aqui há um mês e 14 dias poderia encontrá-lo. Tão bom para mim...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Passageiros da minha vida

Tantas coisas passageiras nessa vida e amigos sempre estarão nessa lista. Hoje eu construo amizades diferentes, ontem aqueles amigos foram embora e seguem em um destino diferente do meu.

Estou nostálgica mesmo e daí? Que droga de vida, que saco perder meus amigos. Eu não consigo suportar a dor de vê-los tão longe sendo que já vivemos momentos tão intensos juntos. Não me refiro aos amigos de Três Lagoas e que ainda os vejo sempre, me refiro aqueles que realmente se foram pra viver uma vida diferente. Não sei se os verei mais e isso me machuca. A tendência é piorar e compreendo muito bem, mas dói. Será que ele (ela) ainda tem aquela blusa? Será que ele (ela) ainda possui aquela mania estranha? Será? Saberei cada vez menos…

Passageiros. Mas não são amizades passageiras, são amizades que marcam, que criam um espaço dentro da gente e se vão. Esse espaço fica lá, bem marcado e de vez em quando dói ver que ele não é mais cultivado. Por que você não volta pra cuidar dele? Vem dar uma olhada, vem dar as caras, você faz falta sabia? Eu ainda guardo aquela sua carta, guardo a foto, guardo o colar e mais inúmeras lembranças.

Confesso que sinto ciúmes. Odeio ver as suas fotos e encontrar novos sorrisos, novos amigos. Um pouco de egoísmo, sei. Mas no fundo eu compreendo totalmente que essa é uma das leis da vida que mais é obedecida: tudo é provisório. O sentimento não é provisório, sei que o que existe em mim existe em você, mas a presença, o afago, o físico é provisório. Me dói, me dói MUITO continuar a história sem vocês. Por favor, se algum louco aí inventar fórmulas para se carregar amigos pro resto da vida, me ensine!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Neurótica !

Fico pensando: onde estará você às 03:44 da manhã? Onde? Se não comigo? Sim, porque eu costumo estar com você ao finais de semana nesse horário. Tá louco! Imagino o que você faz nesse horário? (espero que esteja no 13º sono) se não está fazendo nada ao meu lado. Não que eu seja possessiva (não mesmo), só sou neurótica. Brincadeira.

Espero que ninguém esteja ao seu lado como gostaria de estar – e eu gostaria muito! – e espero que as suas férias não estejam sendo maravilhosas. Sério, não desejo mesmo, tô nem aí! Aliás, se eu juntasse as férias com você por perto, ai ai ai ai. Sabe o que iria acontecer? Na boa, ficaria louca e arranjaria qualquer jeito de poder passar um tempo bem calmo ao seu lado, sim, porque nós somos duas pessoas bem retardadas e gostamos de emoção.

Hoje pensei o quanto estou com coragem. Quero que você venha me pedir tudo aquilo que está cansado de pedir, vou fundo e tô nem ligando pra bagaça. Minha vontade é maior que qualquer sentimento, sério, seu doido, acho que conseguiu me convencer. Nada como a distância pra aumentar qualquer nível de…hm…

Odeio esses posts com sentimentalismo exagerado. É claro que isso que passa pela minha cabeça não passa pela dele, óbvio. E quando uma mulher começa a perder a vergonha (no bom sentindo, claro) de ir atrás, é porque, meu filho, você realmente tá fazendo diferença na vida dela.

Eu fico imaginando quando a gente for se ver. Eu lá embaixo conversando com o porteiro, ele parando carro e eu indo encontrá-lo toda ansiosa. Abrir a porta, olhá-lo meio sem graça e dar um ‘Oi’ mais sem graça ainda


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

#fail

Que merda é esse de pensamento?

Sai daqui idiota! Odeio seu jeito de não expressar direito as coisas, odeio essa sua vida inconsequente, odeio sua impulsividade e odeio mais quando percebo que você não tá nem aí pra mim mas faz de tudo pra tentar mostrar que está. A gente nem se fala, nem sabe como o outro está mas ainda assim acho que chegando aí alguma coisa vai acontecer.

Tá, mesmo que não aconteça ainda lembro de você. E a última imagem que tenho é quando você dirigia revoltado e não conversava comigo. Seu semblante tão sério, tão concentrado - mesmo após aquelas horas todas juntos- e você insistia em dizer que nada tinha acontecido. Muitas vezes sinto que você se lembra de algo, que alguma parte sua 'trava', 'caí na real', sei lá.

Então chego na parte de que somos apenas casuais.

A verdadeira felicidade

Quando estou em Três Lagoas sinto vontade de deixar pra trás minha vida de Curitiba. Não minto, sinto muita vontade de largar o frio, as pessoas frias e aquela faculdade maravilhosa pra ficar onde eu sei que me sinto bem até do avesso. Não sou do tipo de pessoa que desiste por pouco, só que não dá pra negar que bem-estar deveria ser nosso porto seguro.
Ontem fui na casa de um amigo e lá estava rodeada de pessoas amáveis, de pessoas do meu coração e por um instante parei e fiquei observando o momento: aqueles amigos, aquelas conversas, aquelas risadas, aquele clima gostoso...por que troquei tudo isso? Não consigo ser extravagante e esperar coisas exuberantes da vida, sério, sou muito pessoal, do tipo que se realiza com coisas simples. Nunca mais terei um rotina como essa das férias, nunca mais o bem-estar será meu porto seguro. Deixei pra trás, fiz uma escolha e tô longe, bem longe!
Só que dá uma dor no coração, uma sensação de medo, de ter feito a escolha errada. Tenho uma alma tão do interior e sinto orgulho disso. Eu amo o fato das pessoas aqui serem tão unidas e amo mais é quando percebo o quanto me sinto feliz aqui!

Três Lagoas

Amizade e férias não fazem mal pra ninguém!